Confesso que faço uso das palavras. Mas não sou meio artista, nem meio intelectual. Entretanto, encontro na junção das sílabas a minha fuga.
Faço o convite para que analise as minhas introspecções em um lugar que chamei de Picadeiro Urbano.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Picadeiro

Respeitável público!
Eis que vos apresento o circo
o ciclo
Eis que mostro o espetáculo
a estratégia
E eu vejo a plateia

Respeitável público!
Eis que vejo faces risonhas
que vivem por barganha
E não assumem a verdadeira face
e de marionete a vida ganha

Respeitável público!
Não quero a métrica
nem a arte pela arte

Quero o público no picadeiro
experimentando a consciência do real
escondida pelas cortinas

E se em luto for preciso a cultura
os questionamentos, a arte estar
convido-TE ao (des)aconchego do meu picadeiro

Um comentário:

  1. Gostaria de parabenizar você pela iniciativa. Transformar a abstração dos pensamentos em sequências de letras é uma tarefa muito difícil e exige bastante dedicação. Talvez por isso escrever seja um desafio que poucos costumam aceitar.
    É bom ver jovens como você alimentando a preocupação em aperfeiçoar "desde cedo" este dom.
    As palavras, depois de ditas (ou escritas), ecoam na eternidade. Não podemos medir as consequências e influências das nossas obras - e é isso que dá magia ao ato de escrever.
    Te desejo todo sucesso do mundo e estarei (com prazer) na primeira fileira da platéia lhe aplaudindo quando você alcançá-lo.
    Beijo prima.
    DANILO MENESES

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