Eram dois homens. A fisionomia de um era pacata. Naquele homem não se esperava nada, nem a mais simples emoção. Sua genialidade encontrava-se truncada sabe-se lá onde. A este, melancolia era só o que lhe restava. O segundo não tinha aparência agradável: uma barba por fazer, cabelos mal penteados, roupa desconcertada e sapatos gastos.
Esperavam sentados algo que os atracava à rotina. Nada novo, nem mesmo comportamentos a se observar. Esses homens por acaso utilidade tinham? No banco os instantes tornam-se iguais. Perderam a cor e a essência. Os sentidos não os obedecem- tato não encontra prazer, visão já não capta luz, paladar não se dá com o gosto das flores... Dos amores.
Que diferença faz a morte vivida da morrida? Um outro me disse alguma coisa sobre o sofrimento. A questão agora é: onde o sofrimento se aconchega?
Só quero uma coisa- VIDA

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